quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Policial rodoviário do Pará é indiciado por morte de vigilante





Suspeito afirma que agiu em legítima defesa ao ver homem armado.
Família diz que vítima morreu com os braços para cima, em sinal de defesa.

Policial da PRF de Brasília será indiciado por assassinato em Santarém, no Pará 
(Foto: Reprodução / TV Liberal)

A Polícia Civil do Pará concluiu nesta quarta-feira (10) o inquérito que investiga a morte do vigilante David Martins dos Santos, 37 anos, assassinado em Santarém, oeste do estado, no dia 24 de setembro deste ano. Um agente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) será indiciado por homicídio doloso, quando há intensão de matar.

O policial foi transferido nesta quarta-feira de Santarém para o Presídio Estadual "Coronel Anastácio das Neves", específico para servidores públicos presos, situado no distrito de Americano, em Santa Izabel do Pará, nordeste do Estado.

Em depoimento prestado ao delegado Gilvandro Furtado na presença de promotores de justiça, o suspeito assumiu que é autor dos disparos, mas assegura que usou a arma em legítima defesa.

De acordo com a polícia, o suspeito afirma que estava de férias em Santarém, quando percebeu que um homem armado revistava jovens na praça do Mirante do Tapajós. Por acreditar que se tratava de um assalto, ele sacou sua arma pessoal, se identificou como policial e ordenou que o homem levantasse as mãos. O vigia, porém, teria sacado a arma que levava na cintura e, por isso, o policial federal teria disparado. 

Após os tiros, o agente chamou a Polícia Militar e o serviço de ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Segundo a polícia, como ele se apresentou espontaneamente, a legislação brasileira afirma que não poderia ser autuado em flagrante e, assim, foi liberado após o assassinato.

Com a decretação da prisão preventiva, o policial rodoviário federal ficou preso, na sede da PRF, na capital federal, até ser transferido para Santarém, por ordem da Justiça. Ele permanecerá preso até o julgamento.

"Com os braços para cima"
Já a família do vigilante não acredita na tese de legítima defesa. "A justiça vai mostra isso. Porque meu filho morreu com os braços para cima e bandido não levanta os braços", questiona Raimunda Martins, a mãe da vítima.

As armas usadas pelo policial e a do vigia, um revólver calibre 38 com numeração raspada, foram apreendidas e encaminhadas para perícia. O laudo comprovou que os disparos que levaram à morte da vítima partiram da arma do policial e que a vítima recebeu dois tiros na região torácica.

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