sábado, 13 de outubro de 2012

Presos fazem agente penitenciário e visitantes reféns em Glória, SE





Rebelião começou no início da tarde deste sábado (13).
Internos colocaram fogo em salas da área administrativa do presídio.

Um agente penitenciário e dezenas de familiares são mantidos reféns por internos do Presídio Regional Senador Leite Neto na cidade de Nossa Senhora da Glória (SE), distante 126 km de Aracaju. A rebelião começou por volta das 14h deste sábado (13), quando quatro presos tentaram escalar o muro nas imediações do alojamento dos agentes. Ao tentar conter a fuga, um dos agentes foi feito refém pelos detentos.

Segundo o comandante geral da Polícia Militar de Sergipe, coronel Maurício Iunes, todos os 450 internos estão rebelados. Policiais cercaram a unidade prisional.

De acordo com Iran Alves da Silva, presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários de Sergipe, essa fuga dos internos foi somente um pretexto para atrair a atenção dos agentes e assim os demais presos, que participam da rebelião, pudessem rendê-los.

“Os agentes de plantão perceberam quando o grupo tentava escalar o muro e foram em direção a eles. Um dos internos foi ferido por um tiro disparado por um dos agentes prisionais e os demais foram contidos. No entanto, assim que eles conseguiram impedir a fuga perceberam a aproximação de outros presos. Os agentes correram para se proteger, mas um deles, o José Nelson, foi pego pelos internos e é mantido refém”, disse.

Eles aproveitaram o momento da visita para render os agentes e iniciar a rebelião. “Todos os familiares que vieram para a visita estão reféns dos internos. Não sabemos ao certo quantas pessoas estão nas dependências do presídio, mas em média, por visita, recebemos cerca de 100 a 200 pessoas”, destacou.

Ainda segundo Iran Alves, os presos invadiram áreas administrativas do presídio, destruíram computadores e atearam fogo nos equipamentos, bem como em móveis e outros objetos. A intensão deles, era a de fugir pela porta da frente.

“Quando os agentes perceberam a proporção que a rebelião tinha ganhado acionaram a Polícia Militar, que enviou homens do Batalhão de Choque e também do Grupamento Tático Aéreo. A situação é bastante complicada”, afirmou.

De acordo informações da Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania (Sejuc), o processo de negociação já foi iniciado pela polícia para que o agente penitenciário seja liberado pelos internos.

Por Denise Gomes

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