quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Promotoria não vê abuso em ação da Rota em Várzea Paulista





O Ministério Público de Campinas não vê indícios de abuso por parte dos policiais da Rota (grupo de elite da PM paulista) que participaram da ação que resultou na morte de nove pessoas em uma chácara em Várzea Paulista (a 54 km de São Paulo), no dia 11 de setembro.

A menos que haja mudança brusca no rumo das investigações, a Promotoria não vai oferecer denúncia contra os policiais, informou o promotor de Justiça do Gaeco (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado) de Campinas, Ricardo Schade, que acompanha o caso.

Schade ressalta que essa posição não é conclusiva, uma vez que o inquérito policial ainda está em curso e novas provas podem alterar o rumo das investigações.

"Se não houver novidade, a tendência é essa", disse. Os cinco presos na operação devem ser processados por tráfico de drogas e porte de ilegal de arma de fogo, disse o promotor.

Quarenta policiais participaram da ação que tinha como objetivo estourar um "tribunal do crime" contra um suspeito de ter estuprado uma garota de 12 anos.

Editoria de Arte/Folhapress 

A ação foi testemunhada pela garota e pelos pais dela. Os nove foram mortos em confronto, segundo a polícia.

Nesta quarta-feira (17), a DIG (Delegacia de Investigações Gerais), que conduz as investigações, fez uma reconstituição no local.

Durante aproximadamente três horas, foram analisadas as versões de policiais e testemunhas. Os presos permaneceram em silêncio.

Segundo o promotor, a versão que por enquanto prevalece é a que os policiais foram recebidos a tiros e reagiram. A previsão é que o inquérito policial seja encerrado em novembro.

Por VALMAR HUPSEL FILHO - DE SÃO PAULO

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