terça-feira, 30 de outubro de 2012

Secretário diz que ordem de morte de PMs partiu de líder de Paraisópolis




O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Antonio Ferreira Pinto, afirmou na segunda-feira que partiu da favela de Paraisópolis, um dos principais redutos da facção criminosa PCC, a ordem de morte de pelo menos seis policiais militares. Neste ano, 88 PMs foram mortos no Estado.
A recente onda de crimes impulsionou a ação realizada na favela ontem, quando 600 policiais, divididos em turnos de 300, bloquearam todas as saídas do local para a Polícia Militar ocupar a comunidade. A ordem de matar os seis agentes, segundo a polícia, partiu de um dos principais chefes da facção criminosa, Francisco Antonio Cesário da Silva, 32 anos, o Piauí, preso em Santa Catarina em agosto. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
Segundo o secretário, outras operações serão desencadeadas nos locais "onde há maior incidência de homicídios". A ação em Paraisópolis buscava reduzir o poder de ação de criminosos, principalmente os ligados a tráfico de drogas e a roubos. Para o presidente da União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis, Gilson Rodrigues, a comunidade fica preocupada em viver em uma situação de guerra, com toque de recolher. "Está todo mundo com medo e sem saber o que está acontecendo".
Para o governador Geraldo Alckmin (PSDB), a cidade de São Paulo vive um "momento de maior estresse" e traficantes promovem guerra entre eles com o objetivo de se aproveitar para acertar contas entre eles. Ferreira Pinto fez avaliação semelhante. "É um momento de dificuldades pelo número de mortes, que impressiona, mas não é crise", disse.

Veja o artigo original no Jornal do Brasil

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