terça-feira, 9 de outubro de 2012

Servidores da Saúde de Santa Catarina entram em greve nesta terça




A partir desta terça-feira (9), cerca de dois mil servidores da saúde do estado de Santa Catarina iniciam uma paralisação, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em estabelecimentos de Saúde Público Estadual e Privado de Florianópolis (SindSaúde).
Conforme o SindSaúde, o atendimento será mantido, mas com efetivo reduzido, somente para casos de urgência e emergência. Além disso, pacientes internados também serão atendidos normalmente. "Estamos orientando os pacientes que precisam de atendimento ambulatorial, que não procurem os hospitais, porque há funcionários para atendê-los e vamos atender somente casos mais graves", explicou a secrária do Sindicato, Edileuza Fortuna.  
"Na UTI, o atendimento pode ser até de 100%, mas no ambulatório só os médicos podem garantir o atendimento mínimo, de 30%, 40% ou 50%, porque eles não estão em greve, mas os funcionários não estão com o efetivo total trabalhando. Então, a partir disso, nós vamos administrar a greve e os administradores do hospital vão ter que administrar lá dentro", afirmou a secretária.
A greve na categoria foi decidida em assembleia na última terça-feira (2). De acordo com o presidente do SindSaúde, Pedro Paulo das Chagas, entre as reivindicações dos trabalhadores estão não a diminuição do salário, a jornada de trabalho de 30 horas, contratação de novos funcionários através de concurso e não deixar faltar material nos hospitais.
Na tarde desta terça-feira (8), às 15h30, os servidores realizam uma nova assembleia para discutir um documento da Secretaria de Saúde do Estado de Santa Catarina que pede 15 dias para discutir as reivindicações. "Vamos discutir se esse prazo vai ser dado, se vamos suspender o movimento ou se ele continua. Mas pelo menos até as 15h30 este estado de greve está mantido", afirma Edileuza.
Conforme o secretário adjunto de Saúde, Acélio Casagrande, o documento que pede a suspensão do corte da hora plantão, responsável pela diminuição do salário, foi recebido em setembro e já houve uma negociação a respeito, para não prejudicar os servidores. Desde então as discussões ocorrem, para analisar as possibilidades de atender os pedidos dos funcionários.
Veja o artigo original no G1

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