quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Clínicas públicas precisam concorrer com cracolândias




O crack é noticia no mundo desde a metade dos anos 80, no  século passado, descoberto por acaso por traficantes em Nova York e desde então vem afligindo serviços de saúde, assistência social, famílias e sociedades em várias cidades do planeta.  Suas vítimas são, em sua grande maioria, pessoas muito jovens, algumas crianças, fora do mercado de trabalho e com situação econômica e familiar extremamente insatisfatória. Os laços familiares dos usuários de crack estão sempre rompidos e há uma pobreza extrema, além de uma grave situação de abandono. Eis, portanto, o cenário problemático em que encontramos o usuário de crack.
Ao longo da minha longa experiência no atendimento dos dependentes químicos de crack, constatei que a abordagem dessas pessoas é, geralmente, fácil: eles gostam de falar sobre suas experiências com a droga e se sentem amparados quando os encorajamos a falar de seus problemas. Aí podemos vislumbrar um milagre de resistência – resiliência, isto é, capacidade de superar as adversidades - diante de verdadeiras tragédias que permeiam suas vidas.

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