quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Coronel Ferreira é condenado por morte de sindicalista, no ES




Ele foi condenado há 18 anos de prisão, por crime ocorrido há 15 anos.
Cabo da PM também foi condenado; Eles podem recorrer em liberdade.


O coronel da reserva da Polícia Militar, Walter Gomes Ferreira, e o cabo da PM, Manoel Prado Neto, foram condenados a 18 anos de prisão por participar do assassinato do sindicalista João Nato, em 1997. Os dois podem recorrer da decisão em liberdade. A sentença foi lida pelo juiz Alexandre Pacheco, por volta meia-noite desta quarta-feira (21), no Fórum de Cariacica, na Grande Vitória, após decisão dos jurados que consideraram os réus culpados.

O julgamento começou na manhã de segunda-feira (19). Os réus foram indiciados por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e com utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima. O terceiro réu, Orceni Vieira Costa, acusado de ser um dos executores, será julgado em uma outra data, ainda não marcada. O juiz decidiu desmembrar o júri, após Orceni ter contratado um advogado e substituido o defensor público. O advogado pediu vistas do processo para se inteirar do caso.
Coronel Ferreira. 
(Foto: Reprodução/TV Gazeta)

Entenda o caso
O então presidente do Sindicato dos Rodoviários do Espírito Santo, João Nato, foi assassinado com quatro tiros, no dia 6 de junho de 1997, quando estacionava o carro na porta da casa onde morava, no bairro São Geraldo, em Cariacica, na Grande Vitória. Testemunhas disseram que três homens chegaram em um carro e atiraram contra ele. O sindicalista foi levado para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

De acordo com a denúncia feita pelo Ministério Público Estadual (MPES), o coronel da reserva da Polícia Militar, Walter Gomes Ferreira teria mandado matar o sindicalista porque João Nato teria se recusado a continuar pagando por um serviço de segurança que era prestado ou intermediado pelo coronel. Ao prestar depoimento sobre o caso, no ano de 2002 o coronel Ferreira negou qualquer participação no assassinato do sindicalista.

Segundo a denúncia do MPES, o cabo da PM Manoel Prado Neto teria dirigido o carro que levou os executores Orceni Vieira Costa e José Luiz Generoso, conhecido como Titio, até a casa do sindicalista, onde o crime foi cometido. Eles teriam utilizado um carro roubado, cedido por Renato Garcia Ferreira, que exercia a função de segurança do sindicalista, segundo as investigações.

José Luiz Generoso, o Titio, foi assassinado meses depois, no dia de 13 de agosto de 1997, na estrada que liga Santa Leopoldina a Cariacica. Renato Garcia Ferreira foi assassinado no dia 29 de junho de 2004, no bairro Boa Sorte, em Cariacica.

As investigações mostram que, quatro meses antes do sindicalista ser morto, a casa de João Nato foi invadida e revirada por homens armados. Na época, ele disse que estava sendo ameaçado.

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