terça-feira, 13 de novembro de 2012

Deputado alvo de plano de morte não foi informado pela polícia




Rio -  O deputado federal Fernando Francichini (PEN-PR), alvo de uma trama de assassinato engendrada por 17 criminosos que estão no presídio federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, não sabe até agora se a Polícia Federal iniciou investigação para apurar o caso e se já adotou alguma providência para impedir sua morte.
A trama foi descoberta há quatro meses, mas nenhum órgão de segurança pública ou do sistema penitenciário comunicou as ameaças ao parlamentar, que só soube delas na semana passada, através da revista Época.
O plano foi descoberto pelo Setor de Inteligência do presídio, que monitorou a conversa entre os 17 bandidos no pátio do banho de sol.
Entre eles estavam sete criminosos do Rio de Janeiro: Marcelo PQD, da facção Terceiro Comando, e os demais do Comando Vermelho (Marcelo Xará, Choque, Chapolim, Elias Maluco, Doca e Fabinho do São João), que também discutiram promover uma onda de terror no Rio, com o objetivo de parar a cidade.
Francischini é autor de um projeto de lei que endurece a disciplina no sistema prisional. Entre suas propostas, estão o fim da visita íntima e monitoramento total do preso durante visita de familiares — o detento ficaria numa cabine blindada.
“Já contatei a Polícia Federal para saber o encaminhamento da denúncia. Não vou me esconder e meu trabalho será mais combativo ainda”, prometeu o parlamentar.
Beltrame quer "maior rigidez"
Na opinião do secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, foi exatamente a periculosidade desses bandidos que o levou a pedir a transferência deles para presídios federais em outros estados.
"Esses criminosos representam um enorme risco para a sociedade, mesmo dentro da prisão". Ele diz ser a favor de maior rigidez em todos os procedimentos que permitam que os criminosos tenham facilidade para dar ordens que causem danos à sociedade e fomentem seus negócios ilícitos.
“Países mais desenvolvidos que o Brasil já têm restrições desse tipo e não vejo porque nós aqui também não possamos ter”, enfatizou Beltrame
Fonte: http://odia.ig.com.br

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