sábado, 3 de novembro de 2012

Estudo aponta alto uso de cocaína em três regiões




As regiões administrativas do Distrito Federal que mais apresentam uso de cocaína per capita são o Lago Norte, a Asa Norte e o Varjão. Depois dessas áreas, aparecem Samambaia e Gama como as localidades com a maior quantidade de uso da droga. Durante um ano, em toda a capital do país, 753kg do entorpecente são consumidos. A conclusão é de estudo realizado pela Universidade de Brasília (UnB), em parceria com a Universidade de Campinas (Unicamp) e a Polícia Federal. Os resultados, confirmados em abril, surgiram após a análise do esgoto de todas as estações de tratamento da Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb).

A coleta dos dados ocorreu durante uma semana. O químico Rafael Feitosa, autor do projeto de mestrado da UnB, calculou a quantidade de resíduos de cocaína detectada nos locais de saneamento básico. Ele fez a média diária do total de produto encontrado e multiplicou por 365, obtendo, assim, o resultado. Com os números semanais, ele percebeu como o uso se altera de domingo a domingo, certamente em decorrência de festas nos locais. "Deu para ver direitinho o consumo aumentando no fim de semana e diminuindo durante os dias úteis", explica. Aos 24 anos, Feitosa defenderá a tese de mestrado no fim do mês.

Entorpecentes

As amostras coletadas correspondem ao consumo de 73% da população do DF. Os resultados foram quase imediatos, obtidos em abril. A rapidez para conseguir os números foi o que fez com que a tese de mestrado fosse concluída sem muita demora. Depois de conseguir os números, Rafael escreveu o texto e, agora, se prepara para defendê-lo na UnB. "A vantagem desse tipo de análise é justamente essa, a gente tem os resultados praticamente em tempo real", afirma.

O plano dos parceiros do projeto é mapear o consumo da droga no DF. Com os resultados velozes de Feitosa, a ideia é seguir com a pesquisa para outros lados, com novos mestrandos. "A ideia deles é passar para as outras drogas e continuar analisando o esgoto", adianta. Mas, para o químico, essa pesquisa se encerra aqui: o ideal é que outros estudiosos possam se envolver e conseguir números equivalentes a outros narcóticos para a PF e as universidades.

Autor(es):  CLARA CAMPOLI / Correio Braziliense

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