quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Falta de efetivo da PF deixa alfândega sem policiamento em Guajará-Mirim




Sem efetivo da Polícia Federal suficiente para manter a fiscalização em toda região de fronteira entre, Guajará-Mirim (RO) e a Bolívia, o posto de fiscalização de entrada de produtos e mercadorias permanece há cerca de um mês sem policiamento durante a noite, segundo o delegado da PF Valcley Vendramin. Com o encerramento do expediente da Receita Federal às 19h, a fronteira do país fica desprotegida até às 7h do dia seguinte.

“Não temos condições de manter uma equipe constante no posto. A Polícia Federal tem problema de falta de efetivo”, justifica o delegado. Segundo Vendramin, a área de fronteira de Rondônia é de 1.350 quilômetros e, apesar dos poucos agentes, a corporação fiscaliza 310. O número de policiais federais na fronteira não foi informado por motivos de segurança.

Segundo Vendramin, há um mês o policiamento no posto é realizado em horários alternados por um agente da PF, com auxílio da Policia Militar. Um vigilante é mantido durante toda a noite, apenas para manter a ordem no prédio.

Para a PF, a maior preocupação na fiscalização da fronteira são os portos clandestinos ao longo do Rio Mamoré, divisa entre o Brasil e a Bolívia. “Se alguém pretende entrar com mercadoria ilícita no país, busca passar por qualquer porto clandestino”, afirma.

Os portos ilegais são usados principalmente para transportar drogas. De acordo com o delegado, um exemplo ocorreu na noite de segunda-feira (13), quando uma denúncia anônima levou a Polícia Militar a apreender 11 quilos de cocaína em um dos portos clandestinos. Os suspeitos fugiram. Segundo o boletim de ocorrência, a denúncia apontava para tráfico de veículos, no entanto, o policiamento encontrou apenas drogas.

Alfândega
Segundo o inspetor chefe da Receita Federal em Guajará-Mirim, Norton Guaracy Vianna, o horário de funcionamento da alfândega cumpre a legislação que rege a entrada e saída de mercadorias do país.

“A alfândega funciona das 7h às 19h, com a verificação das mercadorias trazidas pelos viajantes afim de evitar que mercadorias proibidas entrem no país, como drogas, armas e munições e produtos sem licença de entrada”, explica o inspetor.

Vianna informou que as mercadorias mais retidas na alfândega são roupas, bebidas e produtos eletrônicos, sem notas fiscais ou em quantidade acima do permitido. Por semana, a Receita chega a inspecionar cerca de duas mil bagagens.

Fonte: http://g1.globo.com

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