sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Gabinete de crise dará apoio jurídico à polícia em São Paulo





Ação vai durar quatro meses, mas o prazo pode ser prorrogado. 
Francisco Antônio Cesário da Silva, o Piauí, foi transferido para Rondônia.


Da penitenciária de Avaré, no interior de São Paulo, Francisco Antônio Cesário da Silva, conhecido como Piauí, foi levado para o aeroporto da cidade. Chegou encapuzado para entrar no avião da Força Aérea.

O voo foi direto para Porto Velho, em Rondônia, onde chegou na noite desta quinta-feira (8). Piauí foi o primeiro criminoso a ser transferido para um presídio federal por mandar atacar policiais militares.

Segundo a polícia, Piauí era o chefe do tráfico em Paraisópolis, na Zona Sul da capital paulista. A transferência faz parte da parceria entre os governos federal e estadual para enfrentar o crime organizado em São Paulo.

“Há 44 suspeitos. Nós estamos esperando apenas algumas provas mais contundentes para indiciamento completo e aí sim, a sugestão é que sejam transferidos para presídios federais”, diz o delegado geral Marcos Carneiro Lima.

A transferência de presos envolvidos nas mortes de policiais para os presídios de segurança máxima vai ficar mais ágil a partir desta sexta-feira (9). Começa a funcionar um gabinete de crise instituído pelo Tribunal de Justiça para dar apoio judicial ao estado durante esse período de esforço concentrado no combate à violência em São Paulo.

“Nessa interlocução com as secretarias da Segurança Pública e da Administração Penitenciária, ele pode agilizar a apreciação de questões urgentes, como prisões, busca e apreensão, interceptação telefônica, e medidas cautelares, como bloqueio de bens”, afirma Rodrigo Capez, gestor do gabinete de crise/TJ-SP. O gabinete vai durar quatro meses, mas o prazo pode ser prorrogado.

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