sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Indenização por morte de PM em folga pode retroagir até 2006





Após o anúncio da abrangência de indenizações a agentes públicos de segurança mortos durante folga, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que este benefício pode retroagir para as vítimas dos ataques de 2006. Segundo ele, após análise administrativa, casos excepcionais podem ser revistos. "Isso (os atentados de 2006) já ocorreu, já tínhamos seguro naquela época, mas aí, se tiver algum caso excepcional, se analisa administrativamente", disse o governador.

O anúncio das novas regras para a indenização de policiais mortos no exercício da função foi nesta manhã. O valor máximo pago dobrará dos atuais R$ 100 mil para R$ 200 mil. Além disso, o benefício foi estendido também a agentes que sofreram atentados nas folgas e férias - pela regra antiga, apenas a família de policiais em serviço podia receber a indenização.

A indenização para policiais de folga era um pleito antigo da categoria, especialmente depois das centenas de mortes ocorridas na última grande crise da Segurança Pública, em 2006. Muitas famílias de agentes de segurança mortos em horário de folga lutam na Justiça por indenização. Alckmin comunicou, junto com a medida, outras ações de "valorização" profissional dos policiais, como a compra de equipamentos novos, e a primeira transferência de um preso do Estado para um presídio federal.

Para o governador, a onda de violência que matou ao menos 90 PMs na região metropolitana de São Paulo e dezenas de outros cidadãos dá sinais de que retrocede. "(As mortes) estão em processo de queda, em um ritmo bem menor", afirmou. No entanto, disse que não há prazo para que ações como a presença das Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota) deixe a Baixada Santista. "Vamos para a terceira semana e não tem data para acabar", declarou.

Por HERMANO FREITAS

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