quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Julgamento do goleiro Bruno é remarcado para 4 de março




O julgamento do goleiro Bruno Fernandes foi desmembrado e adiado para 4 de março de 2013, segundo decisão da juíza Marixa Fabiane, anunciada nesta quarta-feira, no Fórum de Contagem, em Minas Gerais. O goleiro foi retirado do plenário e levado novamente para a penitenciária Nelson Hungria. 

O júri prossegue para dois outros réus no processo: Luiz Henrique Romão, o Macarrão, e Fernanda Gomes de Castro, ex-namorada do goleiro.

O adiamento foi concedido pela juíza a pedido da defesa de Bruno. O advogado Francisco Simim, que defendia o goleiro, apresentou um documento transferindo seus poderes a outro defensor, Lúcio Adolfo. Chamado de substabelecimento sem reserva de poderes, o documento pediu a substituição de Simim por Adolfo, que alegou desconhecer o processo.

Anteriormente, a juíza tinha adiado o julgamento para o dia 21 de janeiro.

Na sessão de ontem, o detento Jaílson Alves de Oliveira, que depôs como testemunha de acusação, confirmou que ouviu Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, dizer, dentro da cadeia, que matou Eliza Samudio e que jogou suas cinzas na água. Segundo Jaílson, o ex-policial teria dito a ele que "só encontram a Eliza se os peixes falarem. Ela foi queimada no 'micro-ondas' (fogueira com pneus) e as cinzas jogadas numa lagoa".

A testemunha também confirmou que Bola contou que mataria cinco pessoas envolvidas com o julgamento, entre elas a juíza Marixa Fabiana, com a ajuda do traficante Nem. Segundo Jaílson, o ex-policial afirmou que Nem devia favores a Bruno.

Durante o julgamento, o detento também denunciou que foi ameaçado pelo goleiro dentro da penitenciária Nelson Hungria na semana passada. Jaílson afirmou que, na última terça-feira, estava em seu banho de sol na entrada da enfermaria quando Bruno passou com um agente para seguir para a psiquiatria. Segundo o detento, neste momento o atleta o ameaçou, dizendo: "Ô Jaílson, o que é seu está guardado, sua hora vai chegar, você mexeu com a pessoa errada".

Jaílson afirmou para a juíza que, se precisasse, "falava na cara de Bruno agora (durante o julgamento)". Com a permissão da magistrada, o detento se virou para Bruno e questionou. "Você não me ameaçou?". O goleiro, surpreso, respondeu: "Nem te conheço, parceiro".

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