sábado, 24 de novembro de 2012

Justiça lenta dá razão a Joaquim Barbosa




Rio - A aposentada Yedda Gaspar , de 70 anos, ainda alimenta esperança de receber R$ 50 mil numa ação judicial contra a Caixa Econômica Federal. Há 17 anos, ela pleiteia uma correção de juros do seu FGTS, mas amarga a lentidão da Justiça, que ainda não decidiu seu caso, parado no Tribunal Regional Federal (TRF-2), no Rio.
Yedda é uma das brasileiras que ilustra o discurso do recém-empossado presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, para quem “os brasileiros não são tratados como iguais quando buscam o serviço da Justiça”.

O ministro se referiu aos mais de 600 processos que aguardam julgamento no STF, acumulados devido à morosidade da Justiça, e às mais de 400 mil ações paradas em instâncias inferiores.

Yedda não está sozinha na fila de espera. O empresário Manoel de Almeida Lopes Duarte, 57 anos, conta que há dois anos aguarda decisão sobre ação que move contra uma empresa de mudanças, que retardou o envio de sua bagagem dos Estados Unidos, e quebrou vários móveis e louças no percurso. “Convivo com os móveis quebrados dentro de casa porque posso ser obrigado a exibir provas”, explica.

Já a alagoana Marili Felício Amorim, 55 anos, é uma das que não acredita mais na Justiça. Ela preferiu não recorrer, depois que foi obrigada a pagar juros do pagamento de alugueis atrasados. Ela conta que o marido morreu e usou o dinheiro para pagar o enterro. “Eu não faço fé, nunca resolvi nada na Justiça”, diz. 

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