domingo, 11 de novembro de 2012

Missa de sargento assassinado tem forte esquema de segurança





Cerimônia de Marcelo Fukuhara foi neste domingo, em Santos.
"Cinco semanas sem uma resposta, ninguém faz nada", diz viúva. 

Policiais garantiram a segurança na porta da igreja (Foto: Anna Gabriela Ribeiro/G1)

A missa de um mês de morte do policial militar Marcelo Fukuhara foi realizada na tarde deste domingo (11), em Santos, no litoral de São Paulo. Três viaturas e cinco motos da Polícia Militar cercaram a porta da igreja onde a missa foi realizada. A viúva de Fukuhara afirma que ainda espera uma resposta para o caso.

Familiares e amigos se reuniram na igreja Sagrado Coração de Jesus, no bairro Ponta da Praia, para a missa de um mês de morte do sargento. A viúva do policial, Rosana Gonçalves, afirma que até agora não obteve nenhuma explicação sobre o crime. “Cinco semanas sem uma resposta, até agora ninguém falou quem matou o meu marido, ninguém toma atitude nenhuma, ninguém faz nada”, afirma.

Os presentes vestiam camisetas pretas com a foto de Marcelo Fukuhara e de José Antônio Alves de Carvalho, segurança do buffet da família da vítima, que também foi baleado ao tentar ajudar Marcelo. “No meu peito está o meu marido e nas minhas costas o meu funcionário que foi embora também. E a justiça até agora nada. Cadê o secretário de segurança? O governador do Estado? Cadê os direitos humanos para a minha família? Agora eu vou chorar um pouco a dor, porque eu acho que vou encontrar um pouco com meu marido”, diz Rosana.
Missa de 1 mês de morte de policial foi neste domingo 
(Foto: Anna Gabriela Ribeiro/G1)

O pai do policial, Kazuo Fukuhara, ressaltou que Marcelo estava sempre atento a possíveis ameaças. “Logo que ele faleceu eu não acreditava porque ele sempre foi um menino muito bom, atenciosos e cuidadoso. Infelizmente, no dia que pegaram ele não sei o que deu nele que saiu distraído. Ele olhava para todos os lados, acho que aquele dia tinha chegado a hora dele”, afirma Kazuo.

Kazuo Fukuhara diz não ter certeza se os responsáveis serão punidos. “Eu sinto porque não vou mais ouvir ele falar comigo, perguntando se estou precisando de alguma coisa, se estou bem. Eu sinto é isso, que não vou mais ver ele, pegar nele. Ele arriscava a vida dele porque ele tinha que cumprir ordem, porque era determinado. Se os responsáveis serão presos eu não sei, isso cabe a Deus. A Justiça dos homens é falha, mas a de Deus não”, afirma Kazuo.

Por Anna Gabriela Ribeiro

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