segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Polícia Civil de GO entra no 15º dia de greve e para atividades em delegacias




A greve da Polícia Civil em Goiás completou 15 dias nesta segunda-feira (5). Agentes, escrivães, auxiliares de autópsia e papiloscopistas paralisaram as atividades e a população já sente os transtornos. O registro de ocorrências simples foi suspenso e a investigação de alguns crimes de grande repercussão será prejudicada.
Nesta tarde, integrantes do movimento grevista se reuniram no Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia para elaborar a nova proposta a ser enviada ao governo. Os policiais pedem reajuste salarial, mas informaram que abrirão mão da criação de uma classe especial para a categoria.
Até o início desta tarde, nove corpos aguardavam liberação no IML. Depois da reunião, que durou toda a manhã, os funcionários decidiram dar continuidade à greve, mas irão realizar as autópsias: “A greve continua. Mas houve uma sensibilidade do comando de greve após a reunião e ficou decidido que as autópsias serão realizadas nos corpos que estão no IML, atendendo os 30% colocados pela lei”, diz o supervisor do IML, Adail Prado.
Transtornos
A greve da Polícia Civil chegou ao seu 15º dia e nesta segunda-feira todas as delegacias paralisaram totalmente as atividades. As pessoas que precisaram de atendimento saíram sem resolver o problema. A paralisação deve durar 24 horas.
Somente no 8º Distrito Policial, na região sul de Goiânia, não estão sendo feitos cerca de 100 boletins de ocorrência por dia, fora os flagrantes. “Eu vim aqui para registrar uma ocorrência porque eu perdi meus documentos e não consigo”, diz um cidadão.
No distrito, 671 inquéritos estão parados. Sem funcionários, segundo o delegado Giberto Ferro, a investigação fica comprometida. “Sem escrivão e sem agente fica difícil desenvolver qualquer trabalho. Com isso, acumula o trabalho, as investigações ficam paradas e traz um transtorno até para o delegado”, ressalta.
A Justiça considerou ilegal a greve dos papiloscopistas e existe uma liminar solicitando que a greve dos escrivães e dos agentes também seja considerada ilegal. A Secretaria Estadual de Segurança Pública informou que o ponto dos grevistas será cortado com data de referencia no dia 22 de outubro.
Fonte: http://g1.globo.com

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