quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Santa Catarina tem a segunda maior incidência do vírus da Aids no Brasil




Santa Catarina tem a segunda maior incidência de casos de infecção do vírus HIV no Brasil. O dado foi divulgado na terça-feira (20) pelo Ministério da Saúde, durante o lançamento da campanha do teste rápido na rede pública.

O boletim epidemiológico de 2011 mostra que a taxa de incidência é de 36,4 casos a cada 100 mil catarinenses. O número é maior que média nacional, que é de 20,2 casos a cada 100 mil habitantes. Entres as capitais, Florianópolis é a segunda, com 71,6 casos, perdendo apenas para Porto Alegre, que tem 95,3 casos a cada 100 mil habitantes.

A estimativa é que 530 mil pessoas sejam portadoras do vírus HIV no Brasil, sendo que 217 mil estão em tratamento e 130 mil não sabem que têm a doença. Por isso, o Ministério da Saúde lançou uma campanha para oferecer o teste rápido em larga escala na rede pública.

"A região Sul, de uma maneira geral como uma região que tem uma incidência muito elevada, representa a realidade da transmissão do HIV de 10, 12, 15 anos atrás", acredita Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância do Ministério da Saúde.

Teste rápido

Durante 10 dias, todas as pessoas que desejarem saber sua condição podem procurar as unidades da rede pública e os Centros de Testagem e Aconselhamento – CTA, em todo o país. A estratégia faz parte das ações que marcam o Dia Mundial de Luta contra a Aids, lembrado em 1º de dezembro.

A partir desta quinta-feira (22) até 1º de dezembro – as unidades da estratégia de mobilização 'Fique Sabendo' estarão em todas os estados do país, oferecendo testes para HIV/Aids, sífilis e hepatites B e C. Com apenas uma gota de sangue colhida, o resultado do teste rápido sai em 30 minutos. A pessoa recebe aconselhamento antes e depois do exame. Em caso positivo, ela é encaminhada para o serviço especializado.

“O diagnóstico precoce produz dois impactos positivos: o individual e o coletivo. Primeiro, é importante que o paciente saiba que está infectado, isso possibilita um tratamento eficaz e mais rápido, reduzindo os riscos e melhorando a qualidade de vida. Segundo, reduz a carga viral negativa. Viver com HIV não é simples, mas saber é muito melhor", afirma Barbosa.

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