terça-feira, 6 de novembro de 2012

Uma década de integração contra o crime no Rio




Como São Paulo, o Estado do Rio já foi alvo de atentados coordenados. Em 2002, os traficantes atacaram prédios públicos a tiros. Um ano depois, incendiaram ônibus, explodiram bombas e ordenaram o fechamento do comércio em pelo menos 20 bairros.Foi quando o governo federal, em conjunto com o Rio, criou a chamada Missão Suporte (MS), uma central de inteligência formada por policiais federais recrutados de fora do estado. A central investigou a atuação de policiais no crime organizado. Várias prisões ocorreram.Em 2007, A União liberou recursos para implantar no Rio a primeira supercentral brasileira de combate ao crime organizado. Foi batizada de Centro Integrado e Compartilhado de Combate ao Crime Organizado (Cicor), substituindo a Missão Suporte. O delegado federal José Mariano Beltrame, então coordenador da Suporte, assumiu a Secretaria de Segurança e transferiu os principais chefes do tráfico para presídios federais. No ano seguinte, o estado iniciou o programa de pacificação, ocupando definitivamente, em dezembro, o Morro Dona Marta. Foi a primeira Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Hoje, há 29 UPPs no estado.Em 2009, a secretaria criou o sistema de metas, acompanhando o resultado de policiais, que recebem premiações em dinheiro. Em novembro de 2010, ocupou definitivamente os complexos do Alemão e da Penha, com a ajuda das Forças Armadas e da Polícia Federal. De 2007 até setembro deste ano, o número de PMs passou de 37.950 para 45.154 homens. A previsão é chegar ao final de 2014 com 60 mil PMs na ativa.

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