domingo, 9 de dezembro de 2012

CICC - Principal meta é a integração das forças policiais







Por Elenilce Bottari

Big Brother' da segurança contará com 950 câmeras

Centro de Comando e Controle agilizará atendimento

Sob um calor escaldante na última quinta-feira, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, e o subsecretário de tecnologia, Edval Novaes, percorreram por cerca de uma hora os 10.625 metros quadrados de área construída do futuro Centro Integrado de Comando e Controle do Rio, (CICC), na Cidade Nova. Quem vê a construção pronta para receber o gigantesco mobiliário tecnológico não imagina as dificuldades do projeto. A obra, que tem por objetivo reunir todos os centros de informações de operações da região metropolitana e agilizar o atendimento emergencial à população, custa quase três vezes o valor original e deve ser concluída no triplo do tempo previsto.

A expectativa é que o centro esteja pronto para a Copa das Confederações e a Jornada Mundial da Juventude, em 2013. Segundo Beltrame e Novaes, os percalços são devido a dificuldades com a legislação existente para instalar no local o sistema de alta complexidade, pioneiro no país.


Além de atender a emergências 24 horas, o CICC servirá para o gerenciamento de grandes crises e para o controle e acompanhamento dos megaeventos, começando, provavelmente, pela Copa das Confederações e pela Jornada Mundial da Juventude. Para Beltrame, o prédio representa a concretização da maior meta de sua administração: a sonhada integração das polícias:

- O legado que queremos deixar será a integração de todas as forças de segurança. Isto é um processo tão difícil como ocupar o Alemão.

Segundo o secretário, a maior meta do CICC não será a segurança de eventos, mas a da população. Embora o primeiro pilar para a construção tenha sido instalado em setembro de 2010, a ideia de erguer um centro aconteceu bem antes, logo após Pan de 2007. Beltrame assumiu em janeiro de 2007, três dias após os ataques do tráfico que deixaram 18 mortos na cidade, sete meses antes do início das competições.

Imagens na supertela

Com prazo inicial de dez meses e ao custo de R$ 36,1 milhões, o projeto já sofreu inúmeras alterações e o valor de sua construção hoje é de R$ 102,8 milhões. Segundo Novaes, as mudanças foram feitas para atender a mudanças tecnológicas, levando em consideração a segurança da informação e a necessidade de se manter o centro funcionando mesmo com um blecaute.

Numa parede de vidro de 17m de largura por 5m de altura (reunindo 98 telas LED de 55 polegadas), as equipes controlarão a Região Metropolitana por meio de 950 câmeras. Também estarão interligados os serviços de emergência, com 224 posições para teleatendimento.

- Não vamos fazer deste centro um elefante branco - prometeu Beltrame.

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