sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Deputados pleiteiam melhorias para Segurança






Os deputados federais integrantes da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado apostam na tecnologia como principal forma de coibir a ação de facções criminosas no País. Em visita à CBC (Companhia Brasileira de Cartuchos), em Ribeirão Pires, ontem, os sete parlamentares desejaram conhecer mais de perto o sistema de rastreamento de munições.

As balas produzidas pela empresa - que fornece armamento para a Polícia Civil, Militar e Exército brasileiro - possuem uma espécie de chip invisível ao olho nu, que consegue precisar o lote da munição. Com essa tecnologia chegou-se aos policiais militares que mataram a juíza Patrícia Acioli, assassinada em agosto de 2011 no Rio de Janeiro. A magistrada combatia e investigava grupos de extermínio.

O deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) destacou a facilidade de identificação dos cartuchos. "Quem utilizar uma arma, pode ter certeza que o projétil será identificado", afirmou o comunista.

A problemática apontada pelos parlamentares foi a falta de capacitação das polícias para utilizar os sistemas mais avançados. "Tem que ter alguém do outro lado da mesa que trabalhe com tecnologia e informação", afirmou o deputado Hugo Leal (PSC-RJ).

Protógenes reiterou que não há capacidade suficiente para realização de perícias capazes de confrontar calibres de armas supostamente utilizadas por policiais civis e militares. "A Polícia Técnica foi feita para viver dentro de um Estado normal e não nessa anormalidade de 15 a 20 homicídios por dia. Não há estrutura que funcione num quadro de guerrilha urbana", reiterou.

Presidente da comissão, o deputado federal Efraim Filho (DEM-PB) disse que foi criado um grupo de parlamentares para realizar projeto de lei que obrigue mais comunicação entre os agentes públicos de Segurança de todos os Estados. "(A falta de integração) Leva o desajuste ao tripé do modelo: polícia, Judiciário e sistema penitenciário. Situações pontuais e emergenciais não resolvem. O novo modelo tem que ter soluções estruturantes, ações continuadas e investimentos crescentes", salientou o democrata.

Efraim Filho cobrou mais aportes da presidente Dilma Rousseff (PT) para o setor. Neste ano, a área teve R$ 7,5 bilhões. A previsão para o ano que vem é de R$ 7,1 bilhões. "É uma execução orçamentária pífia e desastrosa", considerou o presidente da comissão.

REFORÇO

Já William Dib (PSDB-SP) ressaltou a falta de fiscalização do governo federal nas fronteiras, principais vias de acesso aos armamentos contrabandeados. "Se toda arma tivesse origem legal, não estaríamos vivendo momento de quase guerra civil. A gente está enxugando gelo. As armas entram no País ilegalmente", considerou.

Por Cynthia Tavares / Do Diário do Grande ABC

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