domingo, 2 de dezembro de 2012

Exército busca satélite próprio para comunicação militar




A comunicação estratégica é um dos pontos mais importantes da Defesa Nacional. Porém, o Brasil não conta até agora com um satélite próprio para essas questões. O Exército, por exemplo, aluga um satélite pertencente à Embratel, uma empresa privada que é ligada a um grupo mexicano.

A Agência Espacial Brasileira pretende lançar nos próximos dias um edital para a compra de satélites próprios com foco na comunicação estratégica. O desenvolvimento do SGDC (Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas) foi determinado em um decreto da presidente Dilma de junho deste ano. Até agora, porém, o projeto não foi estabelecido.

A importância estratégica da comunicação militar é defendida pelo engenheiro Rubens Teixeira Alves, que realizou estudo sobre uma possível parceria para um satélite brasileiro. Hoje, nossos equipamentos militares, além de estarem saturados, estão nas mãos de uma empresa privada.

— É um Risco total [a operação do satélite por uma empresa privada]. O melhor caminho é ter um satélite próprio, comandado pelo Brasil, e não por fora. O que é necessário é ter um centro de controle na mão dos militares brasileiros.

A EDN (Estratégia de Defesa Nacional) prevê o desenvolvimento de satélites de múltiplos usos. Junto a isso, também se prevê a criação de alternativas nacionais para sistemas de localização e de posicionamento, também conhecidos por GPS.

A importância de um sistema de localização próprio evita que, em caso de guerra, por exemplo, a nação detentora desta tecnologia corte o sinal, inviabilizando todo o sistema de posicionamento para outros países. Com isso, uma eventual estratégia de defesa, com a indicação por meio de GPS para ataques, poderia ser dificultada.

O LBDN (Livro Branco da Defesa Nacional), que é o resumo da política nacional de Defesa, aponta que, além dos satélites, o País também reforce seu programa de VLS (Veículo Lançador de Satélite). Junto a isso, também é defendido o repasse de tecnologia para que o País desenvolva seus produtos de defesa por meios próprios.

Procurada pela reportagem do R7, a Embratel relatou que não comenta contratos com clientes, nem mesmo com o governo.

O Ministério da Defesa e o Exército se comprometeram a enviar uma resposta sobre este tema assim que possível.

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