terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Julgamento do primeiro acusado de matar juíza Patrícia Acioli começa hoje no Rio




O primeiro acusado de participação na morte da juíza Patrícia Acioli, assassinada no dia 11 de agosto de 2011, em frente de casa, em Niterói, começa a ser julgado nesta terça-feira, às 8h. Sérgio Costa Junior é primeiro dos acusados a sentar no banco dos réus, na 3ª Vara Criminal de da cidade.

Costa Júnior será julgado separadamente, pois está em uma situação jurídica diferenciada por ter o benefício da delação premiada. Jáo os réus Junior Cezar de Medeiros, Jefferson de Araújo Miranda e Jovanis Falcão Junior serão julgados no dia 29 de janeiro de 2013, também às 8h. O julgamento de Anderson Lents ainda não tem data marcado.

O juiz decidiu desmembrar o processo em relação aos outros seis acusados, pois estão aguardando o julgamento de recursos. Entre os que entraram com recursos estão o tenente-coronel Cláudio Oliveira e o tenente Daniel Benitez. Todos os réus são acusados pelos crimes de homicídio e formação de quadrilha.

Relembre: Juiza é morta a tiros em Niterói 

A juíza Patrícia Acioli foi assassinada no dia 11 de agosto de 2011, em frente de casa, por dois policiais militares (PMs). As investigações que se sucederam ao crime levaram a policia à conclusão de que o mesmo foi cometido por onze policiais militares, dos quais cinco irão a júri popular na 3ª Vara Criminal de Niterói, entre eles, Sérgio Costa Júnior, um dos executores, e que, espontaneamente, colaborou com as investigações.

Os outros seis PMs que entraram com recursos para reverter a decisão da 3ª Câmara Criminal no Superior Tribunal de Justiça e no Supremo Tribunal Federal serão julgados por homicídio triplamente qualificado e formação de quadrilha. As penas variam de dois a 30 anos de prisão.

Para chegar aos acusados, a Divisão de Homicídios analisou todos os sinais de celulares captados por antenas e imagens de câmeras do trajeto feito pela juíza do Fórum de São Gonçalo até sua casa.

A juíza Patrícia Acioli fazia parte de uma lista contendo os nomes de 12 pessoas marcadas para morrer e que constavam de um documento encontrado com Wanderson da Silva Tavares, o Gordinho, acusado de ser chefe de uma milícia em São Gonçalo. Nos dois anos que antecederam à sua morte, a juíza havia sido responsável pela prisão de cerca de 60 policiais, todos ligados a milícias e a grupos de extermínio.

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