quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Operação Clone: Policial suspeito de integrar quadrilha no RN se apresenta




José Carlos Barbosa presta depoimento na Delegacia de Defraudações.
Ele é suspeito de integrar quadrilha especializada em clonagem de cartões.

Delegado Júlio Costa 
(Foto: Ricardo Araújo/G1)

O policial civil José Carlos Barbosa, suspeito de participar de uma quadrilha especializada em clonar cartões de crédito – esquema que resultou na Operação Clone, deflagrada no último dia 6 – se apresentou na manhã desta quarta-feira (12) na Delegacia Especializada em Falsificações e Defraudações, no bairro do Alecrim, em Natal.

Acompanhado de um advogado, ele presta depoimento ao delegado Júlio Costa, que investiga a participação do policial e de outras 27 pessoas em golpes de aproximadamente R$ 3 milhões no mercado potiguar e nos estados de Alagoas, Pernambuco e Paraíba, juntamente com estelionatários da cidade paulista de Ribeirão Preto.

Segundo o delegado, o policial, que é lotado na 14ª DP, era considerado foragido desde o cumprimento dos mandados de prisão expedidos pela Justiça, quando a polícia prendeu 20 pessoas no último dia 6. Na ocasião, o policial civil não foi localizado.

"As pessoas investigadas compravam equipamentos para clonar cartões de crédito em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, e falsificavam cartões aqui em Natal. Depois, aplicavam golpes no Rio Grande do Norte, Alagoas, Pernambuco e Paraíba, contou o delegado.

Em Ribeirão Preto, 100 mil cartões falsos foram apreendidos
Operação Clone prendeu 20 pessoas
(Foto: Fred Carvalho/G1)

Operação Clone

A Polícia Civil do Rio Grande do Nortedeflagrou, na manhã da última quinta-feira (6), uma operação para prender falsificadores de cartões de crédito que atuam no RN e ainda em Alagoas, Pernambuco e Paraíba. A ação, batizada de Clone, objetivou o cumprimento de 28 mandados de prisão temporária (20 foram cumpridos) e outros 32 de busca e apreensão.

Para clonar as tarjas magnéticas dos cartões de crédito, segundo o delegado Júlio Costa, a quadrilha contava com o apoio de pelo menos três funcionárias de uma rede de supermercados com atuação em todo o Nordeste. Elas eram pagas por cada cartão clonado. Por cada dado de cartão clonado, cada uma delas recebia entre R$ 50 e R$ 100.
Parte do material apreendido durante o cumprimento dos mandados 
(Foto: Fred Carvalho/G1)

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