sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Operação do Exército prende 9 na Bahia por uso ilegal de explosivos







A Operação Vulcano III, realizada em vários municípios baianos pelo Exército Brasileiro, com o apoio das polícias Civil e Militar, para coibir irregularidades no armazenamento e utilização de explosivos, resultou em nove prisões em flagrante, no indiciamento do proprietário de uma empresa de mineração, na interdição de uma cooperativa, além da apreensão de certa quantidade de material explosivo.

Mineradoras, pedreiras e cooperativas de garimpeiros foram os principais alvos da operação, que se concentrou nas cidades de Feira de Santana, Simões Filhos, Castro Alves, Pindobaçu, Nazaré, Novo Horizonte, Senhor do Bonfim e Rio do Pires.

O balanço final da operação, iniciada na quarta-feira (5/12), foi divulgado nesta quinta-feira (6), na sede do 35º Batalhão de Infantaria do Exército, em Feira de Santana.

Nas localidades de Carnaíba de Cima e Carnaíba de Baixo, em Pindobaçu, dos oito garimpos de esmeraldas inspecionados, cinco apresentavam irregularidades, segundo o delegado Felipe Neri, coordenador da 19ª Coorpin (Coordenadoria Regional de Polícia do Interior/Senhor do Bonfim).

Naquelas áreas, os policiais verificaram o uso de explosivos por pessoas não habilitadas para manipular esses artefatos (profissionais denominados de “blasters”), bem como a adulteração do sistema de explosão dos artefatos ali encontrados, conduta inadequada que poderia provocar um acidente de grande proporção.

Surpreendidos nos garimpos, Anailton Jânio Cruz, João Henrique de Oliveira, Jacinto Marino, Agnaldo Carvalho, Manuel Menezes de Amorim, Gilmário Francelino da Silva, Paulo Roberto de Castro, João Gonçalves de Oliveira e Luiz de Oliveira Costa foram autuados em flagrante com base na Artigo 16 da Lei 10826/03 (possuir, fabricar ou empregar artefato explosivo ou incendiário, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar).

Eles estão custodiados à disposição da Justiça na sede da Coordenadoria.

Dois outros garimpeiros, identificados como Volfagon João Silva e Silvaldo Pereira do Nascimento foram autuados por crime de desobediência. Eles estavam num garimpo interditado pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) por falta de segurança, e cujo lacre fora quebrado recentemente, tendo a atividade sido retomada clandestinamente.

Ainda em Pindobaçu, uma cooperativa acabou interditada e teve lotes de emulsão explosiva apreendidos.

Na cidade de Castro Alves, os policiais apreenderam nas dependências da Extratora de Minérios Júnior Rebouças 750 metros de cordel detonante e duas espingardas artesanais para caça. O proprietário da empresa, Osvaldo da Silva Rebouças, de 62 anos, não tinha o certificado de registro do Exército (CR) exigido para o funcionamento, sendo indiciado por porte ilegal de arma e armazenamento irregular de material explosivo.

O comerciante apresentou-se espontaneamente na delegacia, para onde foram conduzidos dois funcionários da extratora, liberados posteriormente.

Na Empresa Nascimento Engenharia e Comércio, na cidade de Nazaré, constatou-se o furto de 225 quilos de emulsão em gel, cujo destino será alvo de investigação policial. O furto não havia sido informado ao Exército nem à Polícia Civil, tendo a empresa sido notificada por funcionar sem plano de segurança e de emergência.

Em Feira de Santana, a empresa Órica também foi notificada por não apresentar plano de segurança e de emergência. Todo material apreendido na Operação Vulcano III ficará sob a responsabilidade do Exército, que providenciará sua destruição depois de periciado no Departamento de Polícia Técnica (DPT).

Um efetivo de 45 policiais civis da Coordenação de Fiscalização de Produtos Controlados (CFPC) e de quatro Coordenadorias Regionais de Polícia do Interior (Coorpins) participou da ação do Exército, instituição que mobilizou 60 homens.

A Polícia Militar designou 28 profissionais para a operação, destinada a averiguar a ocorrência de desvios de material explosivo das empresas que manipulam este artefato, e impedir sua utilização por quadrilhas especializadas em roubos de caixas eletrônicos, entre outros delitos.

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