terça-feira, 11 de dezembro de 2012

PF conclui inquérito da Operação Durkheim e indicia 65 suspeitos




Prefeito Gilberto Kassab teve sigilo telefônico violado por quadrilha. 
Seis pessoas foram presas preventivamente e duas estão foragidas.

A Polícia Federal informou nesta terça-feira (11) que encaminhou na última sexta-feira (7) à 2ª Vara Criminal Federal de São Paulo o relatório do inquérito policial conhecido como Operação Durkheim.

A investigação descobriu que o sigilo telefônico do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e do desembargador Júlio Roberto Siqueira (TJ-MS) foram quebrados por uma quadrilha especializada em violar informações. A ação da PF descobriu que outros políticos e desembargadores também tiveram dados pessoais acessados.

As investigações apuraram o cometimento de crimes de violação de sigilo, interceptações telefônicas clandestinas e crimes contra o sistema financeiro, corrupção e formação de quadrilha, dentre outros. Seis pessoas foram presas preventivamente, duas estão foragidas e 65 foram indiciadas

Como já haviam sido colhidos elementos suficientes para caracterizar a autoria e a materialidade do crime que havia dado início à operação, ou seja, a extorsão praticada por um policial federal da ativa e um aposentado contra pessoas que teriam sido mencionadas em investigações sigilosas pela Delegacia da Polícia Federal em Campinas/SP, o inquérito foi relatado e encaminhado ao Ministério Público Federal, que poderá oferecer denúncia ou devolver o inquérito à PF para outras diligências.

Em razão da multiplicidade de crimes e de investigados descobertos ao longo da investigação, os delegados responsáveis pelo inquérito representaram à Justiça Federal pelo desmembramento das investigações em quatro inquéritos para apurar: a) crimes financeiros, b) crime de violação de dados protegidos por sigilo, c) escutas telefônicas ilegais e, d) crime de contrabando, identificado durante a operação.

Autorizado o desmembramento do inquérito policial principal, as investigações relativas aos demais crimes prosseguirão de modo independente para apurar a responsabilidade de todos os suspeitos.A investigação durou quase dois anos. A PF afirma que os criminosos se apresentavam como detetives particulares e agiam em São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Pará, Goiás e no Distrito Federal.

Segundo a polícia, quadrilha consultou também extratos do imposto de renda do senador Eduardo Braga, líder do governo no senado, do ex-ministro da Previdência, Carlos Eduardo Gabas, e do desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo Luiz Fernando Salles Rossi.

Os criminosos venderam ainda extratos de clientes de um banco e quebraram o sigilo do celular de uma emissora afiliada de uma rede de TV. A estimativa é de que tenham sido acessados os sigilos bancário, fiscal, telefônico e de dados de mais de dez mil vítimas.

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