quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

TJMG determina que militar preso após morte em aglomerado seja solto




Helenílson Eustáquio da Silva foi morto a tiros no último dia 26.
Episódio provocou revolta em moradores do Aglomerado da Serra, em BH.

Polícia Militar ocupou o Aglomerado da Serra, em BH
(Foto: Reprodução/TV Globo)

A Justiça mineira determinou, nesta terça-feira (11), a soltura de um sargento, preso após a morte de um jovem no Aglomerado da Serra, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, no fim de novembro. O servente de pedreiro Helenílson Eustáquio da Silva foi baleado, segundo a Polícia Militar (PM), durante uma operação que apurava uma denúncia de tráfico de drogas na região. O episódio provocou revolta em moradores do local.

De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), por não ter antecedentes criminais, Dalson Ferreira Victor poderá ser solto sem o pagamento de fiança. O magistrado responsável pela decisão também considerou que o militar pode ter agido em legítima defesa. A Justiça ressaltou que há evidências de que o jovem morto tinha envolvimento com ocorrências policiais, havendo três mandados de prisão expedidos contra ele.

Desde o dia 26 de novembro, o sargento está detido no 22º Batalhão da PM, responsável pela operação no Aglomerado da Serra. Por volta das 19h desta terça-feira (11), a corporação informou que esperava a chegada do alvará de soltura para que o militar fosse liberado.

Indiciamento
Foi concluído no último dia 3 o auto de prisão em flagrante (APF) que apurava suposto tiroteio, que resultou na morte do servente de pedreiro

Segundo informações do comandante do 22º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Luiz José Francisco Filho, o sargento Victor, que atirou contra Helenílson, foi indiciado por homicídio e o APF, que substitui o inquérito, foi encaminhado à Justiça Militar, que vai definir se o homicídio foi doloso, culposo, em legítima defesa ou em estrito cumprimento do dever legal.

Tiros
Policiais e suspeitos se envolveram em uma suposta troca de tiros, no dia 26 de novembro, no Aglomerado da Serra. Toda a região foi isolada pela PM, que ocupou as ruas do aglomerado. Um helicóptero da corporação também foi utilizado na operação.

O clima ficou tenso na área. Ônibus chegaram a ser incendiados em protestos da população contra o homicídio e linhas de ônibus ficaram interrompidas por quatro dias.

Motivo
O tenente-coronel Alberto Luiz disse que o motivo do confronto foi o tráfico de drogas. Uma unidade do Grupo Especializado de Policiamento em Áreas de Risco (Gepar), que faz ronda constantemente no aglomerado, foi avisada pelo rádio da existência de um grupo ligado ao tráfico de drogas que estaria armado. O sargento e mais dois soldados chegaram ao local por volta das 16h de segunda, e supostamente trocaram tiros com os suspeitos. O reforço policial chegou ao local depois deste confronto.

De acordo com parentes da vítima, Helenílson Eustáquio da Silva era servente de pedreiro e estaria trabalhando no aglomerado. Ele teria voltado para casa no meio da tarde, tomado um banho e saído novamente. Ainda de acordo com a família, neste momento, o rapaz foi baleado.

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