quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Marinha é bicampeã do Match Race Brasil




Com 7,5 pontos, os representantes das Forças Armadas levaram o segundo título consecutivo e coroaram o jovem Henrique Haddad, de apenas 25 anos, como o maior velejador na categoria da atualidade. Os militares venceram os sete matches e chegaram em segundo lugar na única regata de flotilha do campeonato, chamada de fleet race. Os vencedores faturaram o prêmio de R$ 23 mil e a posse transitória do Troféu Roger Wright. O Veleiros do Sul (Samuel Albrecht) ficou com o vice-campeonato com seis pontos e o Rio Yacht Club (Marco Grael) em terceiro, com 4,5 pontos.
"É um momento especial ser bicampeão. As coisas não foram fáceis, apesar de velejar em casa, na Baía de Guanabara. O vento foi fraco na maioria do campeonato, mas nosso desempenho foi impressionante. Foi igual ao futebol, fomos obrigados a vencer quase tudo para sair como título. O nosso jogo de seis pontos foi contra o Veleiros do Sul, neste domingo (11). Eles valorizaram a nossa conquista", contou Henrique ´Gigante´ Haddad, que terá agora voos maiores: continuar como destaque na vela oceânica nas classes HPE e C30, além de lutar por uma vaga olímpica na 470, em 2016. "Meu foco é disputar os Jogos aqui no Brasil na classe 470 e continuar a velejar em outros barcos para ganhar ainda mais experiência e ritmo de regata".
Os marinheiros contaram com uma ajuda especial a bordo: André ‘Bochecha’ Fonseca, velejador experiente que já participou de Volta ao Mundo e é um dos poucos profissionais da modalidade no Brasil. "Eu vim aprender com ele e a minha contribuição foi acalmar a molecada dentro do barco. Eles serão favoritos nas próximas competição, já que cada vez mais se especializam na modalidade. O Match Race é igual xadrez, quanto mais você joga, melhor fica", adiantou Bochecha. 
Com desempenho perfeito no início, o Veleiros do Sul acabou sendo derrotado pelos favoritos Marinha do Brasil e Rio Yacht Club nos matches finais. "Nosso desempenho é fruto de muito treino e dedicação em Porto Alegre. Pecamos em alguns detalhes e dois erros tiraram a gente no lugar mais alto do pódio. Não poderíamos perder para a Marinha. Ficou um gostinho amargo, mas a certeza de que vamos corrigir nas próximas edições. Mesmo assim, a prata mostra que nosso trabalho é forte", revelou Geison Mendes, tático do Veleiros do Sul.
Em terceiro ficou o Rio Yacht Club da família Grael. Desta vez o comandante foi Marco Grael. "Faltou um pouco de treino e entrosamento. No começo, os resultados foram ruins, mas conseguimos a recuperação no final vencendo as regatas e subindo para terceiro. O campeonato reuniu os melhores do País e correr com a família é sempre divertido".
Para não atrasar o cronograma, que foi prejudicado pela ausência de ventos nos dois últimos dias, a Comissão de Regatas mudou a fórmula e deu o título à tripulação que somou mais pontos na fase de classificação, o chamado round robin. Todas as equipes se enfrentaram nas águas cariocas. "É muito mais justo para o velejador e está na regra. Fizemos todos os duelos possíveis,ou seja, todos correram contra todos e o confronto direto definiu o melhor na água, assim como no futebol. A primeira fase é sempre é round robin em todas as competições do mundo e sempre que necessário por causa das condições de vento, o campeão sai sem o mata-mata", revelou Nelson Ilha, juiz internacional de vela e com participação em cinco olimpíadas.
Neste domingo,as provas foram disputadas com ventos de 12 nós e calor de quase 30 graus, na Cidade Maravilhosa. Ao todo, o campeonato teve duas fleet races e as regatas barco contra barco, que correspondem a mais de 80% da competição.
Mulheres - As meninas do Ciaga, única equipe 100% feminina da história do evento, ganharam duas regatas e terminaram na sétima colocação. Fato bastante comemorado por elas, que estão em evolução. "Estamos cada vez mais próximas dos meninos. Com mais treinos em barcos como esse podemos melhorar ainda mais. Ganhamos mais respeito nas provas e isso é fundamental. Foi legal, não terminarmos em último", disse Renata Decnop, que fará campanha olímpica de 470 com Isabel Swan.
A maioria dos atletas que participou do evento está focada em um desafio especial: representar o País na Olimpíada de 2016, que será disputada no Rio de Janeiro. Os velejadores usam as técnicas do match race para aprimorar as manobras, ter mais timming de largada e, principalmente, simular estratégias nas regatas decisivas. O estilo do campeonato, com embarcações rigorosamente iguais, favorece na evolução técnica.

1º - Marinha do Brasil (Henrique Haddad) - 7,5 pontos
2º - Veleiros do Sul (Samuel Albrecht) - 6 pontos
3º - Rio Yacht Club (Marco Grael) - 4,5 pontos
4º - Búzios Vela Clube (Alexandre Saldanha) - 4 pontos
5º - Yacht Club Ilhabela (Maurício Santa Cruz) - 3,25 pontos
6º - Iate Clube do Rio de Janeiro (Thomas Low-Beer) 3 pontos 
7º - Ciaga (Renata Decnop) - 2 pontos 
8º - Clube Naval Charitas (Rafael Pariz) - 1,25 ponto

0 comentários:

Postar um comentário

Deixe o seu comentário, ele é muito importante!

EMPRÉSTIMO CONSIGNADO