terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Polícia do DF investiga parentes de presos por esquema de extorsão





Polícia do DF investiga parentes de presos por esquema de extorsão

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão; uma mulher foi presa.
Presos da Papuda estão ameaçando detentos com dívidas, diz polícia.

Rafaela Céo 

A Polícia Civil do Distrito Federal cumpriu na madrugada desta terça-feira (15) oito mandados de busca e apreensão na casa de parentes de presos do Complexo Penitenciário da Papuda. A companheira de um preso foi detida em Samambaia por posse de munição de uso restrito.
A ação é parte da operação Salvaguarda, que investiga presidiários suspeitos de extorquir outros detentos por causa de dívidas adquiridas no sistema prisional. Do lado de fora do presídio, parentes apoiariam o esquema e receberiam o dinheiro.
O delegado Fernando Cocito, da Divisão de Combate ao Crime Organizado, explica que nesta madrugada foram recolhidos extratos bancários, cartões, agendas e telefones celulares - itens que podem comprovar o vínculo dos suspeitos, todos parentes de presos, com o esquema criminoso.
Os mandados foram cumpridos em Ceilândia, Samambaia, Itapoã, Planaltina, Novo Gama, Valparaíso e Santo Antônio do Descoberto. Segundo Cocito, a polícia também pediu a prisão temporária dos suspeitos, mas o juiz responsável não concedeu autorização.
Esquema
O delegado Fernando Cocito explica que 30 presos são suspeitos de ameaçarem 15 detentos por causa de dívidas contraídas dentro do sistema prisional, principalmente, por compra de droga. O pagamento por outros artigos, como itens higiene e alimentação, também seria cobrado.
Do lado de fora, familiares dos credores recebiam depósitos entre R$ 300 e R$ 400 pagos pela família dos devedores. “Uma única família recebeu em quatro meses mais de R$ 10 mil em depósitos. Os valores são sempre entre R$ 300 e R$ 400, mas a habitualidade faz o montante ser grande”, conta Cocito.
Durante a investigação, que durou cerca de seis meses, o delegado diz não ter tido conhecimento de agressões concretizadas. “O que existem são ameaças sérias de agressão e morte, mas não identificamos agressões.”
As conclusões da investigação serão encaminhadas à Justiça e podem repercutir na execução da pena dos presos autores das extorsões. “Levadas ao conhecimento juiz, essas informações podem frear eventuais benefícios, como progressão da pena”, explica o delegado. Já os familiares envolvidos responderão por associação para o tráfico e extorsão.

Fonte: G1

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