quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Por falta de policiais, BH acumula 2.000 processos de estupros sem solução





Existem casos sendo investigados desde 2005, de acordo com a Polícia Civil

Vítimas chegam a aguardar sete anos por solução de crimes

— Ele falou que ia me levar para o parque, e eu fui. Ele pegou a gente, trancou a porta da casa dele e aí começou a fazer aquele negócio (sic) comigo e com meu amigo. Meu amigo tentava falar, chamar os outros e a gente não conseguia.

O relato é de um garoto de nove anos, que teria sido vítima de um estupro cometido por um carroceiro na região leste de Belo Horizonte. A mãe conta que desconfiou do crime enquanto dava banho na criança e viu marcas pelo corpo do garoto.

Como a vítima foi levada para o hospital e não pôde fazer o reconhecimento do suspeito, o carroceiro acabou liberado. Casos como o do menino são cada vez mais comuns no Estado e muitos continuam sem solução. Segundo dados da Polícia Civil (PC), na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente são cerca de 2.000 inquéritos em andamento, alguns abertos em 2005 e ainda sem final.

Segundo a delegada Iara Camargos, a demora na conclusão das investigações é motivada, principalmente, pela falta de delegados e de escrivães de polícia.

— Hoje a gente conta com duas escrivãs e uma chefe de cartório, que faz o serviço mais administrativo, e temos eu e outra delegada. Infelizmente não temos o número ideal de servidores, mas a gente, claro, dá prosseguimento para todos os inquéritos. Nenhum fica parado.

Procurada, a assessoria de imprensa da PC informou que dois novos investigadores serão designados para a Divisão Especializada de Atendimento da Mulher, do Idoso e do Portador de Deficiência de BH da qual a delegacia faz parte.

Leia a nota na íntegra:

"A Superintendência de Investigações e Policia Judiciária está em processo de designação de dois agentes de investigação para reforçar a equipe de policiais da Divisão especializada de atendimento da mulher, do idoso e do portador de deficiência, sediada em Belo Horizonte. Além disso, a realização do exame de DNA a partir da coleta de esperma de suspeitos de cometer estupro é apenas um exemplo do grande avanço que, nos últimos anos, tem contribuído para esclarecer os casos e prender os autores desse
tipo de crime.

Com a formatura de 433 delegados e 130 escrivães, prevista para este primeiro semestre, a Polícia Civil vai ampliar o número de policiais em todas as delegacias de Minas Gerais, reforçando assim o trabalho de enfrentamento da criminalidade a partir da identificação e prisão de criminosos."



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