segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

QUEM VAI SOCORRER O POLICIAL?





QUEM VAI SOCORRER O POLICIAL?

A decisão da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo de proibir Policiais Militares de socorrerem vítimas de crimes ou confronto com agentes da lei gerou polêmica. Em entrevista à vários veículos de comunicação, o Vice-Presidente da Associação dos Cabos e Soldados, Antonio Carlos do Amaral Duca, concedeu as seguintes declarações:
Jornal A TRIBUNA – SANTOS – 11.01.2013
O Vice-Presidente da Associação de Cabos e Soldados da PM do Estado, Antônio Carlos do Amaral Duca, não considera a medida uma afronta à categoria porque a preservação da cena do crime é um procedimento padrão da corporação. “Sempre tivemos a preocupação de preservar a vida, independentemente do criminoso. Esse é o treinamento que recebemos. Nós damos a vida em prol de terceiros”, afirma.
Na avaliação de Duca, as próprias vítimas serão as principais prejudicadas com essa decisão. Ele acredita ainda que a norma serve para preservar os PMs, mas ocorrerá o contrário quando algum indivíduo vier a óbito, para desespero das testemunhas da ocorrência. “Muitas famílias entrarão com ação por omissão de socorro contra o Estado, pelo fato de a PM estar no local e não atender as vítimas em confronto com a polícia. Não poderemos ser culpados, porque somos cumpridores de ordens e temos de respeitá-las”, ressalta.
REDE GAZETA - SABRINA PIRES - 9/1/2013 ÀS 19H08 
O Vice-Presidente da Associação de Cabos e Soldados da PM do Estado, Antônio Carlos do Amaral Duca, declarou que “ordem dada é ordem cumprida”, ao referir-se à determinação da SSP da probir PMs de realizarem socorro às vítimas. De acordo com Duca, “o Policial Militar possui formação específica de salvamento desde quando entra na Corporação para preservar à vida alheia; e quem corre risco agora é à população com o atendimento do SAMU, pois quem vai sofrer com a demora é a vítima.
R7 - Márcia Francês - 9/1/2013 às 14h36 (Atualizado em 9/1/2013 às 16h21)
Para Antônio Carlos Amaral Duca, Vice-Presidente da Associação de Cabos e Soldados da PM do Estado de São Paulo, não há estrutura no Estado para atender as vítimas e elas poderão morrer sem atendimento, porque não existem recursos em determinados municípios do Estado. Tem cidades que não têm nem SAMU, “vai esperar SAMU de outro município”?, declara. “E o marginal vai ficar agonizando em via pública”?, questiona, isso no código penal é omissão de socorro. Por exemplo, em algumas cidades de Presidente Prudente, a exemplo de Adamantina, Dracena e Oswaldo Cruz tem o SAMU, mas a média de ocorrências por dia é de 08 a 10, com apenas uma (01) viatura. Nas cidades de Pacaembu, Flórida Paulista, Nubia Paulista, Sagres, Salmorão, Rinopolis e Parapuã, também na região de Presidente Prudente, não há SAMU. O serviço de emergência mais próximo fica a 30 minutos de distância. Em Araçatuba há SAMU menos nas cidades de Buritama, Lurdes, Turiúba e Brejo Alegre. Além disso, o serviço de emergência mais próximo fica há 30 minutos de distância. Em Marília há SAMU, mas só pode atender até 30 km. Nas cidades de Oriente, Pompéia, Herculândia e Tupã, não há SAMU, somente uma ambulância com motorista, sem equipe médica. Em Bauru há SAMU. Há apenas uma ambulância com motorista, sem equipe médica nas cidades: Vera Cruz, Garça e Galha, mesma condições acima. Em Lins há SAMU. Há apenas uma ambulância com motorista, sem equipe médica nas cidades: Getulina e Alves Carvalho. Em Assis, há SAMU, mas só pode atender até 30 km. Nas cidades de Echaporâ, Alvilândia e Lupercio há apenas uma ambulância com motorista, sem equipe médica. Em São José do Rio Preto há SAMU, menos nas cidades de Novais, Catinguá, Tabapuã, Urupes, Bad Bacity, Nova Aliança e Adolfo.
TATIANA SANTIAGO E LUNA D'ALAMA G1 SP 08/01/2013 13H2I
Antônio Carlos do Amaral Duca, Vice-Presidente da Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar, ressalta que os militares apenas faziam um socorro emergencial para proteger a vida dos feridos. “O que os PMs faziam era para tentar agilizar para que a vítima não morresse no local. A Polícia Militar tenta preservar a vida, mesmo quando existe confronto. Agora quem vai sofrer no local é a vítima, que pode até morrer.”
WANDERLEY PREITE SOBRINHO- IG SÃO PAULO | 08/01/2013 19:09
O Vice-Presidente da Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar, Antônio Carlos do Amaral Duca, afirma que “A PM tem uma formação que serve como exemplo para outros Estados e países, de onde partem oficiais para se especializar conosco. A PM trabalha dentro da lei preservando a vida, que é a coisa mais valiosa”. (ACSPMESP)

Fonte: Portal PolicialBr

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