terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Polícia retoma buscas por fugitivos de Bangu em favelas do Rio





Secretário de Administração Penitenciária admitiu falha na segurança do complexo; condenado pela morte do jornalista Tim Lopes está entre os procurados


O Dia 
A polícia continua em busca dos presos que fugiram do Instituto Penal Vicente Piragibe, no Complexo Penitenciário de Gericinó, na zona oeste do Rio. Ao todo, 31 detentos conseguir escaparam, no último domingo (3), por um túnel na rede de esgoto. Quatro presidiários foram recapturados.

Agentes do 14º BPM, de Bangu, fazem operações nas favelas da Metral e Vila Kennedy, ambas na zona oeste. O Disque-Denúncia (2253-1177) recebeu, até às 20h de ontem (4), 16 denúncias sobre a possível localização dos 27 detentos. Um força-tarefa com 125 agentes penitenciários recém-formados começa a atuar nesta quarta-feira no complexo fazendo revistas nas unidades.

Divulgação
Quatro presos foram recapturados ainda na rede de esgoto do complexo, na zona oeste do Rio

O traficante Roberto Ferreira Vieira, o Robertinho do Jacaré, que já cumpriu pena em 2009 na Penitenciária Federal de Campo Grande (MS), está entre os foragidos Ele é acusado de participar da invasão ao Morro dos Macacos, em Vila Isabel, em 2009, quando um helicóptero da PM foi abatido, e três militares morreram na ação. Outro detento que continua foragido é Claudino dos Santos Coelho, condenado pela morte do jornalista Tim Lopes.

Falha na segurança

O secretário de Administração Penitenciária, coronel da PM Cesar Rubens Monteiro de Carvalho, admitiu ter havido falha na segurança. “A fuga foi numa falha de segurança nossa. O que estamos buscando saber é até que ponto isso foi sem intenção ou não”, disse o oficial.

Divulgação
Seap divulgou nesta segunda-feira fotos dos bandidos fugitivos

Os presos escavaram um túnel de cinco metros a partir de uma manilha no pátio da unidade. Depois, usaram a tubulação de esgoto, que dá acesso ao aterro sanitário, para continuar fugindo. De acordo com o secretário, os capturados contaram que a fuga começou às 9h mas só foi descoberta por volta das 16h após um agente penitenciário ligar para a secretaria.

“Ele estava passando pela avenida Brasil quando avistou um grupo de pessoas muito sujas que pareciam estar saindo de algum lugar. Não é comum encontrarmos pessoas assim pelas ruas. Ele desconfiou e nos avisou”, contou.

Havia 18 inspetores na unidade quando presos saíram

O Instituto Penal Vicente Piragibe abriga 2.600 internos que cumprem pena em regime semiaberto. No dia da fuga havia 30 inspetores trabalhando, mas apenas 18 estavam no momento da saída dos presos.

César Rubem admitiu que o número não é suficiente, mas justificou dizendo que os presos da unidade são menos perigosos. “Eles passaram por unidades de segurança máxima. O perfil não exige grande investimento em recursos humanos e tecnologia”.

Apesar de terem o direito de sair para trabalhar, nem todos os presos podiam deixar a cadeia porque não tinham proposta de trabalho autorizada pela Justiça.

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