terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Treinamento ensina homens do Exército a se manter na selva





Oficiais, sargentos e subtenentes participam do treinamento.
O estágio é pré-requisito para qualquer curso operacional na região.

Em Itaituba, no oeste do Pará, um treinamento ensinou homens do exército a se manter em condições mínimas de sobrevivência.

José Teixeira começou a carreira militar como soldado do 53 BIS em Itaituba em 1982. Ele fez parte da 7ª turma do batalhão e foi um dos primeiros a encarar os desafios da Infantaria de Selva. As técnicas de sobrevivência foram a base da formação do militar, que hoje é capitão.

“Foram Fundamentais, primeiro para a escolha da minha profissão de ser soldado e segundo que os estágios de sobrevivência nos dão muitos ensinamentos, não só de sobrevivência como para nossa vida pessoal e profissional", conta Teixeira.

Todos os oficiais, sargentos e subtenentes que estão servindo pela primeira vez nos quarteis localizados na área do Comando Militar da Amazônia participam do treinamento. Para o capitão Márcio Augusto, que veio do Rio de Janeiro, se adaptar ao clima da Amazônia tem sido o maior desafio: “É o calor e chuva, que por hora um vem contrapor o outro e acabam atrapalhando se o militar no tiver adaptação e preparo correto”.

O estágio é pré-requisito para qualquer curso operacional na região. Durante o reconhecimento da flora selvagem, por exemplo, são passadas informações de onde eles podem obter alimento, água, coberturas e até remédios. Eles ainda recebem instrução de caça, localização e aprendem a construir com palha e cipós materiais oferecidos pela selva, abrigos e até pequenas cabanas.

Segundo os instrutores, a obtenção de água e fogo é essencial para a sobrevivência na selva, e essa é uma das oficinas mais importantes. Encerrando o treinamento, os militares tiveram que passar dois dias sozinhos na mata, onde puderam colocar em prática tudo que aprenderam nas aulas teóricas e nas 14 oficinas do estágio de adaptação e sobrevivência na selva.

“Considero que esse tipo de atividade vai ser fundamental para esses trabalhadores que vem de fora do Brasil, que vão desbravar a região do rio Tapajós, para o sucesso dessas missões que certamente aparecerão", afirma o tenente coronel Marcos José Santos.

Fonte: http://www.exercito.gov.br

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