domingo, 3 de março de 2013

Guararema quer atividade delegada para evitar criminalidade





Até o meio do ano, cidade espera contar com mais 30 policiais nas ruas.
Projeto é uma parceria da prefeitura com o Governo do Estado.

Carolina Paes

Guararema espera contar com mais 30 policiais nas ruas (Foto: Carolina Paes/G1)

O município de Guararema, Região Metropolitana de São Paulo, espera até o meio do ano contar com mais 30 policiais nas ruas. O aumento do efetivo será por meio da operação atividade delegada, uma parceria da prefeitura com a Secretaria Estadual de Segurança Pública. A Câmara de vereadores aprovou no último dia 22 a realização do convênio.

Apesar de os índices de criminalidade da cidade serem baixos, o secretário de Defesa Social, Edson Pinto de Moraes, defende o projeto criado pelo prefeito. Segundo ele, o objetivo é evitar que a violência dos municípios vizinhos migre para Guararema. "Estatisticamente não temos problemas com a violência. Mesmo assim, notamos uma sensação de insegurança nos moradores. E nada melhor para diminuir essa sensação do que colocar mais policiais na rua".

Atualmente, o efetivo da cidade é de 34 policiais que se divide em serviços administrativos e de operações. Nas ruas cinco policiais percorrem o município em duas viaturas. "A cidade é tranquila e por isso perigosa, já que a partir de um certo horário falta policiamento", diz o motorista José Carlos do Santos.

Há dois anos, o advogado Geraldo Mendes viu a casa ser invadida e a família feita refém por assaltantes. Uma situação inimaginável há uns 10 anos, quando se mudou para Guararema. " A grande diferença é que antes era tranquilo. Hoje tenho até cerca elétrica em casa, coisa que nem pensava em fazer antes. Hoje, não me sinto seguro e tento me proteger como posso."

Com a atividade delegada, cerca de 30 policiais de folga irão se dividir em escalas e locais diferentes. Para participar os profissionais da 3º Companhia da Polícia Militar, que atua nas cidades de Guararema, Biritiba Mirim e Salesópolis, deverão se inscrever. "Iremos privilegiar os oficiais da nossa área. Apesar de estarem de folga, todos estarão fardados e com toda a proteção normal de um dia de trabalho. A prefeitura deve ter um gasto de R$ 800 mil por ano", diz Moraes.

Além da criminalidade, o secretário espera também reforçar a fiscalização do comércio irregular, que já é probido por lei na cidade.

Em andamento
Para colocar o projeto em prática, ainda é preciso passar por algumas etapas. O próximo passo depois do apoio da câmara é elaborar, com o comando local, um plano de ação. Em seguida toda documentação será levada para o 17º Batalhão da Polícia Militar, em Mogi das Cruzes, para ser aprovado. Só depois de passar pelo Comando Geral da PM, em São Paulo é que o projeto será enviado ao secretário de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira.

Com a assinatura do secretário o município tem 30 dias para dar início as atividades. "Nossa expectativa é de que todo esse trâmite duro cerca de 4 meses", afirma Moraes.

O reforço no policiamento, segundo o Secretário de Defesa Social, deve ocorrer sobretudo aos finais de semana e em épocas de forte movimentação turística "Só no final de 2012 recebemos mais de 300 mil pessoas. Devemos acionar os policiais a partir das quintas-feiras".

Ruas do centro de Mogi das Cruzes contam com atividade delegada desde 2011
(Foto: Carolina Paes/G1)

Outras cidades
Até o momento apenas o município de Mogi das Cruzes tem a atividade delegada pelas ruas do centro. A operação já existe desde 2011 e conta com 80 policiais. A prefeitura gasta em média, por mês, R$ 60 mil reais.

O objetivo da implantação da atividade delegada foi auxiliar a prefeitura na fiscalização do comércio ambulante ilegal no centro comercial do município.

Para o secretário de Segurança Eli Nepomuceno "antes a cidade tinha um grande problema com o número de vendedores ambulantes na região central. E boa parte deles vinha de fora. Hoje isso já não existe. Temos PMs fardados, armados e contratados devidamente pela prefeitura para combater isso. Não temos dúvida da eficácia dessa atividade".

O secretário adianta ainda que o serviço será expandido a partir de março para outros pontos da cidade onde há registro de comércio ambulante ilegal . "Vamos levar essa atividade delegada para os bairros, principalmente na região de Brás Cubas e Jundiapeba".

Apesar disso, os moradores reclamam da falta de segurança, principalmente na Avenida Voluntário Fernando Pinheiro Franco, que é rodeada de agências bancárias. "Vejo policiais só perto das lojas. Não me sinto protegida", conta a supervisora de vendas Ana Cavalcante.

Em relação ao comércio ambulante no centro, a jornaleira Margarete Rodrigues, diz que a presença dos policais apenas espalha o comércio irregular. "O calçadão fica cheio de ambulantes. Quando os PM's chegam eles se espalham e depois voltam. nada mudou."

Sobre as reclamações dos moradores, o secretário de Segurança, Eli Nepomuceno, afirma "que o problema de ambulantes irregulares que vinham de outras cidades para comercializar no Centro de Mogi foi totalmente erradicado. O que persiste, mas num nível muito baixo, são ambulantes que comercializam CDs e DVDs irregularmente".

Ainda assim, Nepomuceno reforça que houve melhoria nas ruas da área central por conta da atividade delegada "A presença de policiais combate o comércio irregular e também ajuda a coibir a criminalidade de uma maneira geral".

A Polícia Militar não respondeu o G1 sobre a reclamação de falta de segurança na Avenida Avenida Voluntário Fernando Pinheiro Franco, no centro.

As demais cidades do Alto Tietê- Santa Isabel, Ferraz de Vasconcelos, Suzano,Itaquaquecetuba, Arujá, Poá- não contam com a operação. Porém, a assessoria de todas informou ao G1 que há a intenção de implantar o sistema.

As assessorias de Salesópolis e Biritiba Mirim não responderam sobre a existência ou não do programa nos municípios.

Fonte: http://g1.globo.com

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