quinta-feira, 28 de março de 2013

Indústria de armas pede apoio ao Planalto para desoneração do setor





Tendência de Dilma é vetar extensão de benefício fiscal

Catarina Alencastro

BRASÍLIA O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abimde), Sami Youssef Hassuani, reuniu-se ontem com o presidente da República em exercício, Michel Temer, para pedir apoio do Palácio do Planalto à desoneração do setor de armas. A inclusão dessa indústria na Medida Provisória 582, que desonerava a folha de pagamento de 15 setores da economia, foi feita no Congresso por parlamentares que tiveram suas campanhas financiadas pelo setor. Segundo interlocutores da presidente Dilma Rousseff, a desoneração das armas e de outros 32 setores adicionados pelo Parlamento será vetada. Dilma tem até o dia 2 de abril para sancionar a medida.

- Da mesma maneira que foi feita a contemplação da construção civil e de vários outros setores, o nosso pleito é que o setor de defesa seja contemplado na MP 582. Disse (a Temer) que essa é uma preocupação nossa e que a gente conta com o apoio do Planalto para que o setor seja contemplado e aprovado na lei que vai ser sancionada - contou Hassuani, para quem a área de defesa está "a serviço da nação".

Segundo ele, Temer concordou que o setor é importante, mas não prometeu interceder junto a Dilma para que ela mantenha o benefício fiscal para a indústria de armas e munição.

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