terça-feira, 12 de março de 2013

Sobe para 52 o número de presos no Rio através da Operação Fortaleza





Entre eles estão 21 policiais militares suspeitos de receber propina. 
Ação tem objetivo de reprimir tráfico de drogas no Centro do Rio. 

Do G1 Rio

Subiu para 52 o número de presos na megaoperação Fortaleza da polícia no Centro do Rio, como mostrou o Bom Dia Rio. Entre eles estão 21 policiais militares, que podem ser expulsos da corporação, por supostamente terem recebido propina para não reprimir o tráfico de drogas no morro da Providência, na Zona Portuária.
As investigações, que duraram aproximadamente 10 meses, dão conta que os agentes recebiam a propina na Praça Mauá. Imagens divulgadas pela polícia mostram um PM cumprimentando um homem envolvido com o tráfico, mas, de acordo com a corporação, estava recebendo, na verdade, dinheiro do suspeito. Ambos estão presos.
A ação, batizada de Fortaleza, teve início no último dia 8, dia em que levou à prisão 21 PMs e 28 pessoas envolvidas com o tráfico de drogas presas, sendo três delas menores de idade.
A operação contou com cerca de 200 homens e apoio de helicópteros. Segundo o sub-chefe operacional da Polícia Civil, Fernando Veloso, a ação necessitava grandes esforços. "Era uma operação grande e complexa, com mais 70 objetivos a serem cumpridos, que precisavam  ser desencadeados simultaneamente. Monitoramento aéreo se fez necessário para serem captadas imagens, que seriam enviadas à Academia de Polícia, que controlava tentativa de fuga, monitorava casas suspeitas e alvos mais perigosos em caso de resistência.”
As investigações foram realizadas pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), com apoio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE). Na operação, além dos dois órgãos, a Corregedoria e a Coordenadoria de Inteligência da PM, além da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança atuavam.
Segundo a delegada titular da DPCA, Bárbara Lomba, foram 10 meses de investigações. "Esses crimes ocorrem com armas em imediações de unidades policiais e estabelecimentos de ensino. Isso tudo agrava a pena."
Os traficantes da Providência utilizavam casarões invadidos por famílias carentes na região Central. Eles controlavam a saídas desses moradores, com portões de ferro em locais estratégicos. Além disso, os criminosos exploravam adolescentes para para vender drogas aos usuários.
Durante as investigações, os agentes da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança perceberam o envolvimento de policiais militares do 5º BPM, responsável pelo patrulhamento na área, na quadrilha. As informações dão conta que eles recebiam propina para não reprimir o tráfico de drogas na região
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Fonte: http://g1.globo.com

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