terça-feira, 20 de agosto de 2013

Deputados vão tentar uma solução para o piso de bombeiros e policiais até 16 de setembro






Grupo de trabalho vai buscar, até 16 de setembro, uma solução para o piso salarial único de bombeiros e policiais militares e civis. A decisão foi anunciada pelo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, diante da manifestação desses servidores da segurança pública, nesta terça-feira. Eles ocuparam o Salão Verde, no início da tarde, e juntaram-se a manifestantes favoráveis e contrários ao ato médico na invasão do Plenário da Câmara, no início da noite. Policiais e bombeiros exigiam a votação imediata do segundo turno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 300/08) do piso nacional da categoria. (Sonora)

O presidente da Câmara condenou a invasão do Plenário e reafirmou a intenção de buscar o consenso em torno da chamada PEC 300:

"Estou olhando para o senhores e quero dizer que esse Plenário aqui exige respeito. Esse tipo de comportamento não é respeitoso nem democrático. Não é assim que vão conquistar os votos desse Plenário. Eu faço um apelo para aqueles que querem ver essa matéria votada e não o discurso fácil, demagógico ou irresponsável que não tem consequência. E eu estou assumindo a responsabilidade de até, este prazo, procurar os caminhos".

Mais tarde, em entrevista aos jornalistas, Henrique Eduardo Alves confessou ter ficado surpreso com a invasão do Plenário e ressaltou a complexidade de um piso salarial único para policiais e bombeiros:

"Eu recebi 20 representantes da categoria e pedi um prazo para discutir a matéria, que não depende só dessa Casa. Tem que se ouvir governadores e o Poder Executivo. É uma matéria de grande repercussão e eles concordaram com essa prazo. Então, eu me surpreendi com essa atitude que não engrandece nem ajuda o entendimento nem o voto consciente dos parlamentares".

A primeira reunião do grupo de trabalho da PEC 300 será nesta quarta-feira. Além de deputados, o grupo também terá representantes de policiais e bombeiros. Integrante do Movimento de Luta Nacional dos Trabalhadores da Segurança Pública, Fernando de Lima, contesta os argumentos governamentais contra o piso nacional:

"O custo da PEC, que o governo alegou que vai onerar os cofres da União, é de R$ 46 bilhões ao ano. O custo da consequência da violência país é R$ 220 bilhões. Isso é fato. Essa negociação vai levar esses valores em consideração?"

Deputados que integram o grupo de trabalho esperam que, até o dia 16, tenham condições de fixar uma data para a votação do segundo turno da PEC na Câmara.

De Brasília, José Carlos Oliveira

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